De Cabo Frio para Macaé

Três jogadores da Cabofriense devem ser apresentados em breve como novos reforços do Macaé Esporte para a disputa da Série C do Campeonato Brasileiro. O volante Marcos Marins e o atacante Roberto vestiram a camisa do clube na temporada 2007 e estão perto de acertar o retorno. O outro alvo é o arisco meia Têti, que já passou, inclusive, por Botafogo e Vasco. Sem apoio financeiro da prefeitura local, a Cabofriense desistiu de participar da competição. Com isso, os atletas que treinavam no tricolor da Região dos Lagos estão negociando com outras equipes.

Parabéns, Quissamã

Foto: Site da Prefeitura de Quissamã
Quissamã está em festa pela passagem do 19º aniversário de emancipação político-administrativa. A programação comemorativa começa amanhã, terça-feira, com apresentações artísticas no Sobradinho, que completa o primeiro ano de existência. A atração mais esperada é o show do pagodeiro romântico Alexandre Pires, sábado, dia 14, às 22 horas, no Parque da Cidade – também conhecido como Museu (foto acima). Tem gente chamando Quissamã de “A Suíça do Norte Fluminense”. Pode ser uma grande dose de exagero, mas que a cidade evoluiu bastante e hoje serve até como modelo em diversos aspectos, é incontestável.

Venceu e não convenceu

Foto: Site do Botafogo
A única torcida com motivo para vibrar neste domingo é a do Botafogo. Na estréia de Geninho, o primeiro gol e a primeira expulsão de Carlos Alberto na vitória magra de 2x1 sobre o Coritiba, no Engenhão. Parece que a trajetória alvinegra vai ser assim, ganhando jogos menos complicados em casa, passando sufoco em partidas mais difíceis mesmo no Rio de Janeiro e beliscando um pontinho aqui, outro ali, fora. Posso até queimar a língua, mas o abalo emocional do sempre passional Botafogo não me permite, agora, ter outra leitura.

Pitaco no apito

Foto: Site do Cruzeiro
Curiosa a posição de Eurico Miranda ao convocar a torcida do Vasco para protestar contra erros de arbitragem. Justo ele, que assistiu de confortáveis instalações, várias vitórias cruzmaltinas bem duvidosas em São Januário. Tudo bem, agora está doendo. O time perdeu para o Cruzeiro neste domingo com um gol de pênalti estranho, verdade. Daí a polemizar... Vai mais pelo estilo do cartola, em atacar para se defender. Apesar de o elenco não ser grande coisa, o Vasco pode até fazer boa campanha. Dois ou três jogadores ainda desequilibram.

O paradoxal Fluminense

Foto: Agência Photocamera
Tricolores andam em alerta constante. Time na final da Libertadores pela primeira vez, expectativa enorme girando em torno da conquista. Ao mesmo tempo, ainda que na maioria das vezes com reservas e juniores, no Brasileirão a equipe desandou. Nem a volta dos titulares neste domingo foi capaz de evitar novo fracasso, desta vez diante do Grêmio, em Porto Alegre. O Fluminense vive, no momento, céu e inferno ao mesmo tempo. Decide a competição continental e segura a lanterna do nacional. É favorito duas vezes. Ao título e a recuperação imediata, talvez tão logo termine a batalha pelo topo das Américas.

Baticum de domingo

Foto: Site Overmundo
Domingão de sol. Combina com churrasco, cerveja e um sambinha. Revirando o baú, aqui, achei um texto que, creio, se encaixa bem com o dia. Aí vai:

Quero sambar

Vou demorar a chegar
Sei que vai esperar
Pra me ouvir gaguejar
E dizer que não vou conversar
Você insiste em me ensinar
Que vencer não é ganhar,
Que o importante é chegar,
Que o telefone não vai tocar,
Que o banco não vai cobrar,
Que quem me embala é o mar.
Você vai dizer sem falar,
Vai sentir sem me tocar,
Vai dormir pra me encantar.
Agora mais quero me animar.
Sorrir e chorar,
Dirigir e andar,
Correr para te amar.
Beber sem escandalizar,
Escrever e não rimar,
Sentir tua boca e não beijar,
Encostar o sofá e analisar,
Descobrir o que comentar
Na mesa do bar.
Prometo não me emocionar,
Te levar para jantar,
Bater palma e sambar.

Grande sujeito

Foto: Álvaro Marcos
Momento relax do companheiro Antônio Fernando,
um dos melhores textos do jornalismo campista. Sandálias franciscanas, bermudão da moda, mãozinha na janela... Descontração total. Boa gente, ótimo caráter, faz das letras a grande aliada. Escreve e fala com a naturalidade que se tem ao beber um copo d´água. Por todos as qualidades, virou uma espécie de símbolo para uma ou duas gerações. Repórter de primeiríssimo nível em jornal ou televisão, se aventura ainda como fotógrafo. E não faz feio, muito pelo contrário. Conviver com Antônio Fernando é ter uma aula diária de cultura, educação, doçura e lirismo. Perto dele, a vida fica leve como sua aparência.

Para acertar os ponteiros

Foto: Álvaro Marcos
Muita coisa em Campos merece melhor atenção. Há, evidente, questões mais importantes na pauta de discussões sérias pela qual o município precisa passar. Em tom de desabafo, digo que existem abandonos de pontos tradicionais que entristecem gente mais velha e até quem tem menos cabelos brancos. Um exemplo clássico, para a gente ficar apenas na área central e de maior movimento, é o relógio do Mercado Municipal. Bonito, imponente, capaz de prender nossa atenção e...deixado às traças. Tem até mato, reparem bem no lado esquerdo da foto, nascendo em uma lateral. Triste imagem de um belo cartão postal.

Som moderado

Foto: Francisco Isabel/Secom Campos
Apesar da pilastra ao centro causar uma aparência esquisita, a foto acima, do colega Francisco Isabel, da Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de Campos, se refere a uma reunião importante. O comandante da Guarda Municipal, Sandro Rodrigues, em pé, e de braços cruzados, conversou minuciosamente com proprietários de carros de som que trafegam pela área urbana do município. Ele explicou a lei 7.921, sancionada no ano passado, que proíbe o tráfego dos veículos, volume ligado, pelo quadrilátero compreendido pelas ruas Tenente Coronel Cardoso (Formosa), Marechal Floriano (Ouvidor); e avenidas Rui Barbosa (Beira-Valão) e José Alves de Azevedo (Beira-Rio). Dá para perceber que os rapazes, a maioria de bermuda e tênis, receberam uma espécie de cartilha educativa. O pessoal “do barulho” também não pode passar em som alto na frente de repartições públicas e hospitais depois das 22 horas. Se houver acordo, melhor para todos. Indistintamente. A população agradece, penhoradamente. Acredito, até, que muita gente torce para a restrição ser ampliada. Em termos geográficos e de horário.

Mengão na ponta

Foto: Agência Vipcomm
Souza (foto acima, no clique da agência Vipcomm) fez dois. Marcinho deixou três. E o Flamengo dorme na liderança do Campeonato Brasileiro para deleite da galera. Neste sábado o rubro-negro meteu 5x0 no Figueirense, no Maracanã. Os catarinenses, pelo menos por enquanto, não são nem a sombra do time de boas campanhas em Campeonatos Brasileiros anteriores. A equipe tem Asprilla, aquele atabalhoado zagueiro que andou pelo Botafogo, e o veterano Rodrigo Fabri entre os titulares. Estaria aí a explicação pelos sucessivos fiascos?

Supermercados lotados

Foto: Álvaro Marcos
Achar vaga em supermercado de Campos sábado, início da noite, é tarefa das mais árduas. Andei por uns três, até chegar em algum que tinha o mínimo de condições em atender rapidamente (neste caso, o termo se refere a não menos que 15 minutos de fila). E olha que só queria carne para um módico churrasquinho caseiro marido-mulher. Fazer aquelas longas e chatas compras de mês, em fim de semana, nem pensar!

Do outro lado da lente

Foto: Álvaro Marcos
Depois do advento das máquinas digitais, qualquer pessoa com o mínimo de boa vontade pode sair por aí clicando o que vê pela frente. É uma atividade legal e divertida. Que não deve e não pode ser comparada ao trabalho dos fotógrafos profissionais. Vai mais pelo lado da diversão do que qualquer outra coisa. Com esse espírito, comprei uma Sony DSC-H9 e estou me aventurando. Hoje à noite, em plena Praça São Salvador, capturei essa imagem aí. Logicamente, centenas de curiosos, como eu, já fizeram o mesmo. Achei bacana, ainda assim, e resolvi postar aqui.

No muro

Foto: Álvaro Marcos
Tem um pessoal que anda pichando muros pela cidade com inscrições ofensivas, particularmente no campo político. Independente da cor partidária de cada um, é desagradável ficar observando essa sujeira toda. Em meio a grande porcariada, eis que surge uma intrigante inscrição. Bem feita e até interessante, visualmente falando. Chamou minha atenção a ponto de fotografá-la. Está em uma parede da rua Carlos de Lacerda, no Centro. Não sei o que significa. Quem souber, basta informar.

Garotada boa de bola

Foto: Álvaro Marcos
No Campeonato Estadual, entra ano/sai ano, o Americano aposta sempre em jogadores que não tem qualquer vínculo com a cidade ou a região. Já veio gente do Mato Grosso, do Espírito Santo, de Minas Gerais... Os garotos da casa são lembrados, apenas, quando o pessoal de fora bate asas. Geralmente nas situações mais complicadas. E sempre existe a promessa de que na temporada seguinte os pratas-da-casa serão mais valorizados. Pura balela. Chega perto da competição e, novamente, lá vem um bando de "estrangeiros". Como o investimento na Copa Rio foi quase nenhum e praticamente ninguém apostava mesmo no time, os dirigentes decidiram, como forma de reduzir custos, lançar, desde o início, uma equipe caseira. Resultado: com um grupo composto por cinco ou seis atletas um pouco mais experientes, mesmo assim abaixo dos 25 anos, e completado por revelações recém promovidas dos juniores, o time foi passando de fase, como quem não quer nada, e hoje garantiu a vaga na final com a vitória de 1x0 sobre o Macaé. Mais do que disputar a decisão, contra o Nova Iguaçu, assegurou a participação em uma competição nacional em 2009. Se for campeão, na Copa do Brasil. Na pior das hipóteses, como segundo colocado, estará na Série D do Campeonato Brasileiro. Sob a batuta do competente técnico Toninho Andrade, jovens como Nirley, Dejair, Flávio e Café ganharam vez e destaque. Tomara que os comandantes alvinegros entendam, de uma vez por todas, que o caminho é por aí.

Ele é o cara

Foto: Arquivo pessoal de Leandro Nunes
Conhecer um ídolo de perto não é fácil. Bate angústia, nervosismo, ansiedade...E, principalmente, a expectativa de que ele seja realmente do jeitinho que a gente imaginou. Tem fãs que já se decepcionaram feio neste aspecto ao conseguirem a tão almejada aproximação. Não foi o caso do companheiro Leandro Nunes. Domingo passado ele ficou frente-a-frente com aquele que sempre admirou: Zico. Exerceu sua função de repórter, entrevistando um dos maiores craques do futebol brasileiro de todos os tempos para a Band FM de Campos. Evidentemente que, depois de desligar o gravador, pediu, tímido, aquela tradicional foto registrando o abraço para a posteridade. Tudo aconteceu no Maracanã, no exato lugar onde foi inaugurado um busto de Mário Filho, que dá nome ao estádio. Sem qualquer segurança ao seu redor e com uma simpatia e simplicidade de comover, Zico atendeu, não só a Leandro, como a outros jornalistas como um verdadeiro gentleman. Meu amigo voltou encantado. Diz, com todas as letras, que teve uma das maiores emoções da vida. Encheu a página do Orkut com as imagens. Capturei essa lá, de forma a homenageá-los.

Esclarecimentos

Foto: Mozart Frederico
Gente, estamos em período de testes, tá ok! Algumas mudanças de formatação de layout podem ocorrer, não se espantem. Nossa linha editorial, definida, seguirá o mesmo padrão de agora. Aliás, simplesmente reflete a conduta que sempre mantivemos ao longo de nossas carreiras. Com transparência, respeito ao leitor, e lealdade à ética profissional que juramos exercer no dia da formatura. E, olhem, faz tempo, viu! Acho legal esclarecermos logo de cara esses pontos. Afinal, pretendemos ter um longo convívio com vocês. E nada melhor do que nos conhecermos bem desde o início. Não fazemos parte de nenhum grupo político e tampouco defendemos quaisquer interesses. Buscamos, apenas, um espaço para externar nossas opiniões e publicar informações que consideramos relevantes. Sem ofensas a quem quer que seja. Estamos na área. Não derrubem, por favor. Afinal, somos profissionais de peso. Literalmente falando. Valeu!

Morte de Yves Saint Laurent

Foto: Divulgação
Confesso ter sido surpreendido com o anúncio da morte do estilista francês Yves Saint Laurent, ocorrida neste domingo, em Paris. Não sabia, sinceramente, que ainda era vivo. Para mim, e, acredito, para muita gente, seu nome remetia a imagem de um mito. E mitos podem estar vivos ou não. Na maioria das vezes, até, não. Li, agora há pouco, sobre ele. Me encantei com sua história. Um menino nascido na Argélia, míope e depressivo, que chegou a Paris aos 17 anos com um talento extraordinário. Trabalhou com Christian Dior e trilhou pelo caminho próprio do sucesso logo depois. Talentosíssimo, irrequieto e irreverente, ousou, como todo gênio. Criou, entre outras coisas, o “terninho” para as mulheres. Uma das grandes invenções do século em termos de transgressão, com certeza.

Jornais de Campos na Internet

A capa de O Diário desta segunda-feira já pode ser vista no novo site do jornal. Amanhã a manchete, excepcionalmente, nada tem a ver com política. O título principal é “Lavrador é executado a tiro em Goytacazes”. Destaque também para informações sobre o incêndio que destruiu duas casas em Campos. A próxima edição de seu principal concorrente, a Folha da Manhã, ainda não está disponível na Internet. Na página virtual, apenas informações referentes ao exemplar deste domingo, cujo assunto principal é “Manchete nacional como chefe de quadrilha diz que bíblia é sua arma”, em referência ao escândalo envolvendo o ex-governador Anthony Garotinho.

Sem emoção

Foto: fotomontagem
Esse campeonato nacional com pontos corridos pode premiar o time mais competente, o melhor elenco, coisa e tal. Só que, cá para nós, é chato pra burro. Nas primeiras oito, dez rodadas, então, é um saco. Ainda estamos na quarta! O Flamengo lidera, junto do Cruzeiro. O Vasco aparece em quarto. Descambando está o Botafogo e o Fluminense segura a lanterna. Tudo muito incipiente ainda. Será que o rubro-negro vai manter o pique? Aos trancos e barrancos, cruzmaltinos e alvinegros farão boa campanha? O tricolor disputa para valer o título? Perguntas no ar por algum tempo.

Túnel do tempo

Foto: site de Ritchie
Quinta-feira passada o bom músico Enéas (infelizmente não sei o sobrenome dele, apesar de ter sido meu vizinho anos a fio) tocava seu violão em tom baixo, vale ressaltar, no restaurante Maroca´s. Hora do intervalo, colocou um CD, também em volume discreto de forma a não incomodar os freqüentadores. A gravação, na verdade uma coletânea, surpreendeu. Começou com Ritchie, mas sem "Menina Veneno". Depois passou por Hanoi-Hanoi e terminou com...Metrô!!! Sim, aquela banda que tinha uma loirinha bonitinha pra caramba, chamada Virginie. E da qual só lembramos esse detalhe. Tudo anos 80. Tive que cumprimentar o Enéas. Nem em casa ouço mais isso. Empolgado, ele ainda disse que a próxima seria uma da Egotrip. Liguei o carro e parti.